Desafrio Urubici 2017 – A inesquecível prova que eu não corri (parte 1)

E lá se foi o Desafrio Urubici 2017…

A melhor experiência esportiva da minha vida foi uma prova que não corri nem 2k.

A esta altura você deve estar se perguntando: “O blogueiro ficou maluco! Como a melhor prova da vida dele é uma prova que ele quebrou logo no início?”

Amigos, Trail Run é muito mais do que apenas uma corrida!

Como fomos parar lá:

Há alguns anos, os amigos José Augusto, Luiz Claudio e Ricardo Hoffmann frequentam esta prova na pequena cidade do interior de Santa Catarina.

O Desafrio Urubici está longe de ser uma das mais famosas do Brasil. Talvez por isso, nunca havia ouvido falar antes.

Porém, a constante insistência para que todos participassem ao menos uma vez, nos levou a fazer esta viagem. Ainda bem!

Pra quem não conhece, Urubici é uma pequena cidade no interior de Santa Catarina com cerca de 10 mil habitantes. Fica próxima a outras importantes cidades do estado como Lages e São Joaquim.

Esta prova foi “descoberta” pelo nosso amigo Ricardo Hoffmann. À epoca, Hoffmann tinha um blog sobre corridas e conheceu o Felipe Souto, que também tinha um blog e morava em Tubarão-SC. Felipe, por sua vez, o convidou para conhecer esta prova em Urubici, que fica bem próxima a cidade de Rio Rufino, onde os pais da esposa do Felipe, a Marayse, moram.

Ele foi uma vez e se apaixonou pra sempre!

Morro da Igreja. Um dos principais pontos turísticos de Urubici

 

A lesão:

Na postagem anterior sobre o pré-prova, terminei escrevendo da minha lesão na parte posterior da coxa, falando apenas 10 dias para o Desafrio Urubici.

Pois bem.

Faltando três dias para a corrida, fui fazer o teste final. Um trote leve de 40 minutos pra ver se estava tudo ok. Mas aí…

Nos primeiros 15 minutos estava ok. Apenas algumas dores musculares, normais para quem corre. Acontece que após esse tempo, a dor voltou com tudo! Tendo em vista que só consegui correr 3k e com uma prova pesada de 25k pela frente, aquilo foi um soco na cara pra mim.

A minha cabeça sabia que não dava pra fazer a prova. Mas o meu coração, teimoso, ainda tinha uma ponta de esperança.

É aí que entra em cena o pilar de sustentação da minha vida. A minha esposa, Maria Eduarda.

Duda, além de ser uma pessoa apaixonante, é muito correta e muito realista. Me incentiva a correr atrás dos meus sonhos, mas também sabe me frear na hora certa. E foi ela que me colocou à par da realidade: “Não dá pra fazer”.

Santa mulher!

Duda: O pilar de sustentação da minha vida

Chegando em Santa Catarina:

Partimos para o Sul na Quinta de manhã. Pegamos o Voo no Galeão e chegamos em Floripa por volta das 10hs. Lá estavam nos esperando a Marayse, o Felipe e seu padastro, Enedir. Apesar de conhecê-los apenas virtualmente ainda, foi como se reencontrasse velhos amigos!

Aguardamos lá pelo resto do pessoal chegar e partirmos em três carros em direção à serra. Eu, Duda, Zé Augusto, Luiz, Andrea, Ricardo Hoffmann, Delphinus, Jorge Ricardo e Glória. Além dos nossos anfitriões.

No caminho, paramos para almoçar no meio da estrada e seguimos em direção a cidade de Rio Rufino, onde fica a casa do Sr. Ricardo e da Dona Sandra, pais da Marayse. Por sinal, que linda e aconchegante casa!

A esta altura, ja tinha “negociado” com a Duda que ia tentar fazer a prova de 10k, que não se afastava tanto assim da largada. Se eu sentisse, voltava e largava a prova. Era tipo que um prêmio de consolação.

Fomos recebidos com muito amor e carinho pelo donos da casa. Ah, e também como uma linda e farta mesa de lanches. E depois ainda teve a janta…  A orgia gastronômica estava só começando!

Primeiro dia em terras Catarinenses.

Passeando pra aliviar a tensão:

Na sexta-feira, acordamos cedo e fomos passar pela Região. Conhecemos a Serra do Rio do Rastro, São Joaquim e também visitamos uma vinícola. Ah, e é claro, almoçamos muito bem (e barato).

Isso acabou sendo muito bacana pra aliviar a tensão dos amigos que iriam fazer a prova de 52k, Luiz, Delphinus, Zé Augusto e Jorge Ricardo. E também para as iniciantes em provas de trilha, Andrea e Glória, que iam para os 10k. Já eu, não pensava em outra coisa a não ser a vontade de correr a prova de 25k.

Por falar em aliviar a tensão, tínhamos no nosso grupo uma “disputa interna” bem divertida. O Luiz e o Jorge Ricardo estavam na mesma categoria. Ficavam “se provocando” o tempo todo pra ver quem iria chegar na frente. Como no dia da prova era o aniversário de 28 anos casamento do Luiz e Andrea, o Ricardo ficava dizendo que iria deixar o Luiz ganhar como presente de casamento, mas que só ia esperar por uma hora antes de cruzar a linha de chegada. Tudo com muito bom humor e diversão!

À noite, passamos em Urubici para pegarmos o nosso kit e voltamos para a nossa “base” em Rio Rufino para descansar e (de novo) comer. Mais tarde, se juntaram ao grupo O Leno (que ia pra 25k) e sua esposa Célia e o Gilson (que ia pra 52k). Todos amigos da Marayse e Felipe, lá mesmo de SC.

Nosso time na Serra do Rio do Rastro. Lugar maravilhoso!

E chegou o grande dia do Desafrio Urubici…

Sábado de manhã. Chegou o grande dia! Desafrio Urubici, aí vamos nós!

Acordamos em cedo, por volta das 4hs da manhã, tomamos um café bem reforçado e partimos para Urubici, que fica há uns 40 minutos da nossa base.

E a tensão tomava conta do ar…

Bom, galera. Esta foi a primeira parte da nossa aventura.

Querem saber o final da história do Desafrio Urubici 2017? Então fiquem ligados aqui no Trilhando por Aí!

Abraços e boas trilhas!

 

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