POR DENTRO DE UMA PROVA DE TRILHA – PARTE 1

Olá, amigos!

No último dia 21/01, participamos da primeira etapa do “Circuito Correr no Mato Séries”, realizada em Juiz de Fora-MG. Geralmente, trago aqui para os amigos do blog, uma resenha completa do que foi a prova. Só que hoje, esta resenha será um pouquinho diferente…

Pela primeira vez, participei efetivamente da organização de uma prova, desde a busca de patrocinadores, passando pela montagem da arena, marcação da trilha, até o evento de premiação. Pude sentir na pele diversas dificuldades e desafios que uma organização de prova nos proporciona. Alguns eu já imaginava, outros, nem passavam pela minha cabeça!

E como, a resenha vai acabar ficando um pouco longa, separei esta história em duas partes. Vamos começar!

A prova foi no sábado, e eu cheguei na cidade na quinta-feira à tarde.  Adevan Pereira e sua equipe dos “Três Mosqueteiros”, Ramon, Victor e Luciano já estavam lá. Por sinal, esses três caras merecem uma pausa na história e um parágrafo em especial!

Os caras passaram praticamente 2 dias inteiros na trilha! Marcando todo o percurso, sinalizando, vendo se algo de novo tinha acontecido no caminho e garantindo toda a segurança para os atletas. Foram inúmeros sobes e desces! Ah… e no do dia prova, lá estavam eles novamente, nos orientando e incentivando! Os verdadeiros anjos da guarda dos atletas.

Voltando a nossa história, na própria quinta, elaboramos alguns planos e fomos dormir cedo, já que no dia seguinte teríamos que estar muito cedo na arena de prova, distante uns 10k do hotel. E assim foi.

Na sexta, às 6:30 hs, partimos para arena! Um tal de sobe pra cá, desce pra lá, monta o portal de chegada, volta pro hotel pra pegar algo que esqueceu, volta pra arena, pensa onde será o estacionamento, onde comprar a água e as frutas, quantidades, onde ficarão os banheiros químicos, onde ficarão as tendas… UFA! Quando eu vi, já eram 15hs e eu ainda nem tinha tido tempo pra almoçar!

Montagem da arena na véspera da Prova.

Voltei para o hotel, pois ainda tínhamos que organizar a entrega de kits e o congresso técnico, que seria lá mesmo. Mais um monte de coisas para pensar, como onde vão ficar as lojas dos parceiros, arrumação da sala para a palestra, separar toda as camisas e numeração de cada um… Confesso que ao final do dia, já estava cansado e nem sabia como seria no sábado, pois ainda teria que correr!

Kits prontos. Trabalho e dedicação!

Mas, guerreiro que é guerreiro, não foge da luta!

Chegou o sábado, dia da prova. Mais uma vez, acordei mais cedo que o habitual, pois tinha que ver alguns últimos detalhes antes da largada.

Mais uma vez, um “pequeno caos” de coisas para fazer antes do começo. Não precisei nem aquecer antes da prova, pois subi e desci a escada tantas vezes, que já estava ok!

A galera dos 25k largou primeiro, por volta das 8hs. Logo após, 15 minutos mais tarde, foi a minha vez. Fui fazer 12k.

Largamos, e por incrível que pareça, acho que deixei todo o cansaço quase 2 dias intensos de trabalho lá na largada mesmo. Que corrida prazerosa, meus amigos!

Entre trilhas e estradas de chão, lindos cenários, alguns animais silvestres, muito mato e um pouco de lama, a prova foi se desenvolvendo de maneira muito gostosa até o km 3,3 , primeiro posto de hidratação.  Conforme orientação, parei, enchi minha garrafa, tomei isotônico e parti para a segunda e maior perna da prova.

Logo mais à frente, demos de cara com a pior subida do percurso. Foram cerca de 800 metros, com mais de 150 metros de elevação, e uma inclinação que chegou a bater 40% em algumas partes. Nesta hora, tem que saber andar!

No meio do mato… Felicidade!

Terminada esta subida, o percurso deu uma “melhorada” e eu fui seguindo muito bem. Estava bem, confiante, inclusive passando algumas pessoas. Até que…

Mais ou menos no meio da prova, lá pelo km 7, vinha correndo numa descida leve quando me distraí e não vi uma pequena pedra no chão. Tropecei na descida e caí literalmente de cara no chão. Não deu tempo de colocar as mãos para proteger. Além disso, bati fortemente também com o joelho nesta queda.

Fiquei ali sentado cerca de 2 minutos, tentando entender o que havia acontecido. Alguns atletas me passaram, e todos pararam sua prova para perguntar se eu estava bem e se queria ajuda.  Este é o espírito do trail run!

Bom galera, por hoje é só!

No próximo dia 02/02, voltaremos com a segunda parte desta história.

Abraços e boas trilhas!

 

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