RESENHAS DE PROVAS: CORRIDAS DE MONTANHA ETAPA MARICÁ

Olá, amigos corredores e trilheiros!

No último dia 17/09/2016, aconteceu a 7ª etapa do Circuito Fluminense de Corridas de Montanha, em Maricá-RJ.  Nós estivemos lá, e preparamos esta resenha especial sobre a prova para vocês!

A princípio, confesso que o horário de largada me preocupou um pouco: 15hs! Primeiro por causa do calor que poderia fazer, já que não me dou muito bem com tempo quente. E segundo, pois não sabia como meu corpo reagiria na questão da alimentação, já que teria que almoçar antes de correr.

Almocei por volta das 11:30hs (macarrão com ovos mexidos), separei um lanche pra comer por volta de 1 hora antes da prova e parti às 13hs junto com a galera da Torres Trail Run. Chegamos lá às 14hs e a minha primeira preocupação estava sanada, pois o tempo estava tranquilo e não fazia muito calor. Graças a Deus!

Como chegamos com alguma antecedência, consegui fazer tudo com calma. Lanche, aquecimento, verificação completa de todos os itens e pegar meu kit que estava separado com o mestre Léo Torres. 15:10hs foi dada a largada.

Tudo pronto pra largada!

Diferentemente do ano passado, quando me falaram que a largada foi feita muito próximo à entrada da trilha “single track”, desta fez largamos cerca de 1km da entrada desta trilha, numa espécie de aras. Foi perfeito, pois deu pra espalhar a galera e deixar a trilha mais livre.

Logo que começamos a subida, descobri porque as pessoas falavam desta prova com tanto temor. Em cerca de 2,5k de prova, já havíamos subido quase 300 metros de elevação acumulada! Começo difícil!

Pós primeira subida. Ainda sorrindo…

Seguimos em frente um pouco mais com trechos planos para depois dar de cara com a pior parte da prova.

Como havia chovido na noite anterior, a subida seguinte estava impraticável! Muita lama e um esforço tremendo para poder completá-la até o final, em alguns pedaços em quatro apoios. Certamente o pior trecho de subida que já peguei numa prova trail. Extremamente desgastante!

Ao final desta subida, ainda não tinha percorrido nem 4 km do total de 12,15km da minha prova, e já tinha encarado 500 metros de elevação acumulada, cheio de lama e alguns cortes. Confesso que tive que parar 2 minutinhos pra dar uma respirada e continuar.

Final da pior subida. O sorriso já não está tão espontâneo assim!

Seguimos em frente para dessa vez encararmos uma bela descida… Bela meeeesmo! Daquelas que temos que descer com cuidado para não escorregar e cair. Meus joelhos sentiram bastante, pois tinha que travar o tempo todo. Meus tênis novos ajudaram muito nesta hora!

Cerca de 1k depois, chegamos ao último grande desafio, chamado de subida do pasto pela galera. Embora essa subida fosse bem dura, ela não era pior do que a anterior, a da lama. Porém, já com todo desgaste acumulado, ela se tornou ainda pior do que já era.

O sol já estava bem baixo, e ventava muito lá no alto do morro. E um vento contra, é claro! Pra que facilitar se podemos dificultar, né?!

No meio da subida do pasto, a última. Muito vento e um visual maravilhoso!

Foram mais 1k subindo e acumulando mais 220 metros de elevação nas costas! Ao final desta subida, estávamos na metade da prova, 6k, e já com 740 metros de elevação acumulada. Pauleira, não?!

Confesso que embora não tivéssemos mais subidas fortes dali até o final da prova, não consegui desenvolver muito bem a corrida. Estava muito desgastado e com dores nos joelhos e nas costas. Fui trotando bem leve até chegar o km 10, local onde retornávamos para a estrada principal em direção ao ponto de onde largamos novamente.

Os últimos 2k foram apenas para curtir a prova e pensar no esforço extremo que fizemos durante todo o percurso. Passamos por casas, bares, pessoas nas ruas. E todos nos olhando com aquela cara de incredulidade que já estamos acostumados a receber!

Completei os 12,150km de prova em 2h e 34 minutos, acumulando uma elevação total de singelos 840 metros!! Fácil , não?!

Ao final da prova com o grande mestre Léo Torres, da Torres Trail Run.

Na questão da organização, recebi algumas reclamações sobre a 6ª etapa que ocorreu um mês antes em Petrópolis. Porém, desta vez, a organização não falhou no que diz respeito à sinalização e Staff. Toda trilha estava bem sinalizada e com pessoas do staff em todo o percurso para orientar.

Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que valeu muito a pena realizar esta prova. Foi extremamente desafiadora e um ótimo teste para meu objetivo final, o APTR de Arraial do Cabo em Novembro.

Em nosso canal no youtube, disponibilizamos um vídeo com um resumo do que melhor rolou por lá… Confira!

Vejo vocês na próxima!

Abraços e boas corridas!

 

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