RESENHAS DE PROVAS: NITERÓI OFF ROAD RUN 21K

No último domingo, dia 7 de agosto, aconteceu em Niterói no bairro da Vila Progresso, a etapa da “Niterói Off Road Run”.  Estivemos presentes na prova, realizando o percurso de 21km, e viemos aqui  fazer uma resenha do que vimos por lá.

Se em qualquer corrida já aprendemos uma lição diferente, quando falamos de trail run isso se aplica ainda com mais força… E a lição desta vez foi: não subestime uma prova de trilha, nunca!

Bom, antes de começar me deixa explicar algo pra vocês. A prova aconteceu nas trilhas da Vila Progresso, uma espécie de “quintal da minha casa”, pois além de estar acostumado a correr por lá, especificamente pra esta prova realizei alguns treinos no local, percorrendo praticamente todo o percurso.

Mas corrida não é ciência exata, amigos…

Realizei todo o treinamento durante o inverno com um clima bem agradável. Em alguns treinos inclusive, tive dificuldade de aquecer, pois estava bem frio pela manhã.  Totalmente o inverso do clima que estava fazendo na manhã do dia 7 de agosto, forte calor e um clima bem seco! Nada lembrava que estávamos no inverno ainda.

A parte do percurso que eu ainda não conhecia também prejudicou o desempenho e tornou a prova mais difícil, pois era a pior parte. Cerca de 4 km de subidas e descidas muito íngremes e com um terreno muito irregular, cheio de buracos e pedras onde não podíamos relaxar nem na descida.

Outros aspectos contribuíram para que a prova fosse um pouco mais pesada pra mim, como uma pequena inatividade nos últimos meses, uma gripe durante a semana e o tênis um pouco apertado causando bolhas.  Mas, como eu disse antes, corrida não é uma ciência exata. Cada prova é uma surpresa!

Falando da prova em si, foi bem dura com várias subidas e uma elevação acumulada de quase 600m. O que é muito bom, pois estamos falando de uma prova de trilha, e se fosse fácil não teria nenhuma graça!

Logo antes do primeiro km, já pegamos uma subidinha bem chata que parece nos dizer: “vão com calma, pois ainda vou desgastar muito vocês”!

Após, seguimos com mais alguns sobes e desces normais até chegarmos à parte da trilha que chamamos de “gota”, por volta do KM 3, um vai e volta aonde subimos na ida e descemos na volta. Não é uma subida muito íngreme, mas sim constante. E isso desgasta também.

Depois de sairmos da “gota”, pegamos outra trilha que costumamos chamar de trilha do condomínio, pois passamos por dentro de um condomínio com o terreno de paralelepípedo no meio do caminho. Entramos nesta parte por volta do KM 7.

Ao final desse condomínio, tem uma subida pesadíssima, daquelas que nem adianta tentar correr. Quase sempre fazemos andando mesmo pra evitar o desgaste excessivo.

Ao final desta subida pesada, estamos no KM 10, e eu nunca havia continuado este caminho, pois não tinha certeza se era muito seguro. Sempre voltava dali. O problema é que justamente ali, onde não conhecia, era o pior trecho da prova, como já escrevi anteriormente aqui nesta resenha.

Fomos, voltamos, e chegamos no topo do condomínio novamente por volta do KM 14, castigados por essas subidas, e iniciamos o trecho final voltando da trilha do condomínio e indo em direção à trilha principal para pegar o caminho de volta.

No finalzinho, perto do KM 19, pegamos a última subida pesada, a mesma do comecinho da prova só que agora no outro sentido. Depois dali, é só felicidade!

Concluí os 21km da prova em 2:45hs, um pouco acima do esperado. Mas em provas de trilha, isso não importa muito!

No que diz respeito à organização da prova, foi tudo praticamente perfeito. Postos de hidratação bem localizados e sinalizados, com bastante água, frutas, isotônico e até coca-cola. Havia também pessoas da organização percorrendo todas as trilhas de moto para verificar a integridade e segurança dos atletas, e uma coisa muito bacana que é a premiação por faixas etárias, coisa raríssima de se ver hoje em dia nessas corridas organizadas por empresas que só estão interessadas em ficar com nossa grana.

O único porém, foi que ao final da prova havia acabado a água , isotônico e um sorvete de brinde. Os dois primeiros foram repostos rapidamente, já o terceiro não. Mas pra quem chega sempre bem atrás como eu, isso é normal, já estamos acostumados!

Minha avaliação geral é que foi uma ótima prova, com boas variações de terreno, elevação e bem organizada. Recomendo a todos esta prova para o ano que vem!

No nosso canal no Youtube, incluímos alguns vídeos da prova. Clique aqui e confira!

O próximo desafio já está marcado. Será no dia 26 de Novembro, no APTR de Arraial do Cabo. A distância escolhida é a de 25km, ou seja, uma escadinha para o objetivo principal que uma ultramaratona no ano que vem.

Abraços e boas corridas!

 

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