TRILHANDO POR AÍ ENTREVISTA: DEZ PERGUNTAS PARA ADEVAN PEREIRA.

Olá, pessoal!

Dando continuidade à nossa série de entrevistas, hoje o papo é com o grande Adevan Pereira.

Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física , Especialista em Fisiologia do Exercício, Reabilitação Cardíaca, Membro Fundador da ATC-Rio (Ass. dos Treinadores de Corridas do Rio de Janeiro)…Ufa! Acha muito?! Calma que tem mais!

Adevan também administra a  “Adevan Pereira Assessoria Esportiva”, e promove as provas dos Circuitos APTR, AP Run Series e Correr no Mato Series.

Nesta conversa descontraída, Adevan conta um pouco mais sobre a sua vida e o que espera do cenário Trail Run no Brasil.

Confiram aí!

Trilhando Por Aí: Como tudo começou e como o esporte entrou na sua vida?

Adevan Pereira: Desde garoto sempre gostei de futebol e jogos lúdicos.

 TPA: Você costuma dizer que o Trail Run é muito mais do que uma simples corrida. Por quê?

 AP: Pois envolve família, grupos de amigos, e nos eventos gera oportunidades de conhecer novas pessoas, oportunidades de negócios e também conhecemos novas experiências de outras corredores assim como podemos passar algo importante que já vivemos e que seja bons exemplos para outras pessoas. Qual evento há interação de diferentes faixas etárias como crianças, jovens, adultos e idosos? O Trail ocorre tudo isso.

TPA: Quais são os tipos diferentes de percursos dentro do Trail Run?

 AP: No percurso pode se encontrar desde costão, trilha simples e abertas, técnicas e de fácil acesso até estrada de terra e um pouco de asfalto, sendo possível passar por rios, cachoeiras e canyons.

 TPA: Existem atletas de ponta no cenário do Trail Run Brasileiro?

 AP: Considerando o cenário nacional sim, mas OCC de 2017 o atleta Ernani ficou em 6º, portanto podemos dizer que já podemos competir entre os 10 melhores do Mundo.Não vou citar nomes, pois poderia esquecer-me de alguém e cometer injustiça. Acredito em uma evolução em longo prazo, mas será preciso que os atletas brasileiros realizem as provas também fora do Brasil e onde estão os melhores do mundo. E nada de buscar provas apenas para pegar uma boa colocação.

 TPA: Além de administrar uma Assessoria Esportiva, a “Adevan Pereira Assessoria Esportiva”, você ainda promove as provas dos Circuitos APTR, AP Run Series e Correr no Mato Series. Sobra tempo pra dormir com tudo isso?

 AP: Sim, tempo para dormir consigo, mas eu gostaria e pretendo treinar mais para ter novas experiências em algumas provas pelo mundo e sempre trazer novidades para o trail run brasileiro.

Estivemos com Adevan na última edição do Correr no Mato Series, no Fazenda Hotel Jatahy, em Paraíba do Sul-RJ. Gente do bem!

 TPA: É fácil viver do esporte no Brasil?

 AP: Posso dizer que ainda sou calouro, especificamente das corridas, é difícil, pois apoio e patrocínio está cada dia mais difícil e isso não ajuda nos altos custo dos eventos no Brasil. E o atleta precisa entender que fazer o esporte é um empreendedorismo, um negócio e o gestor busca lucro, pois as contas chegam e precisam ser pagas. Levar o staf e um socorrista no alto da montanha tem custo. Aqui no Brasil os corredores ficam preocupados em premiação e kit, entretanto o mais importante é a segurança do próprio atleta durante o evento e isso é mais caro, e precisa ter.

 TPA: Sempre vemos pessoas reclamando muito dos valores das inscrições das provas. Porém há muitos gastos por trás de tudo isso. Fale-nos um pouco mais sobre essa questão e da responsabilidade que é organizar eventos esportivos

 AP: Pois é, os custo começam pelas escolhas dos locais, pois é preciso diversas visitas no mesmo local, às vezes até oito deslocamentos, combustível, pedágio, estadia e alimentação. Dependendo do evento só a equipe médica pode chegar até 10 mil reais. Qualquer evento, corrida de rua ou corrida de montanha tudo precisa ser pago, tais como licenças, taxas, contrapartidas. No trail run, por ser o difícil acesso, tudo se torna mais caro e é preciso valorizar o esforço dos organizadores. Uma corrida de montanha não é só kit, isso é apenas um grão deste tipo de evento. Segurança, alimentação, stafs, uma equipe preparada e toda estrutura. Como eu gosto e acredito, vamos em frente.

 TPA:  Em sua opinião, qual a principal diferença do Trail Run para a corrida no asfalto?

 AP: 100%! Prefiro responder que não tem nada similar. O trail defino como um agronegócio, onde além do esporte, o turismo e aspecto social está cada vez mais penetrado neste tipo de evento.

 TPA: Fale-nos um pouco mais sobre a importância dos congressos técnicos antes das provas e do código de conduta do Trail Run.

 AP: É o momento do atleta vivenciar novas experiências, tirar dúvidas sobre o evento, trocar ideias com outros atletas. Venho tentando fazer deste momento o MOMENTO DO EVENTO.

 TPA: Quais são suas dicas pra quem quer começar a praticar o Trail Run hoje? O que não pode faltar?

 AP: Primeiro, procurar um treinador especialista no assunto, um profissional graduado em educação física e que vive o trail. A partir daí, esse profissional vai encaminhar e direcionar o atleta todo o necessário para a prática do trail run.

Abraços e até a próxima!

 

 

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